"Hoje faz frio. E frio dá preguiça. Essa combinação nada legal me faz lembrar do dia em que passeamos e vimos um bebê brincando no parquinho. Devia ter uns quatro anos e, sorria tanto que me deu vontade de ter um igualzinho com você. E quando eu penso que ele seria a nossa cara, me dá mais frio ainda, porque fico feliz. Seria lindo, alguém que surge de um amor imenso feito o meu. Nunca antes dissera que algo que me pertença pode ser maior que tudo. Não sou boa assim, aliás, não chego perto. Mas meu amor é, essencialmente por você. Imagine só! Nós iríamos ensiná-lo a falar nossos nomes, conhecer o mundo... a amar de verdade. E então ele seria lindo, como nós somos. Até agora não acredito que você foi embora e me deixou olhando aquele bebê lindo sozinha. Lembra? Foi arrebatador. Meia hora era sinônimo de telefone tocando e voz doce dizendo eu te amo. Agora quando telefone toca... é engano. Será que você também foi um engano? Olha, eu já nem sei. Mas faz falta. Quero roubar seu coração sem você perceber. Está sempre de olhos bem abertos, mas é só eu passar que eles parecem ficar cegos. Você nunca mais me viu como eu queria que fosse. Eu me vesti de noiva e você saiu correndo. Eu devo ser mesmo um monstro disfarçado. Tentei tantas vezes despertar o seu amor, mas ele corta a rua bem na hora que eu passo, faz o caminho contrário e eleva o rosto num tom de superioridade. Seu amor é esnobe, e o meu é bobo demais. A humildade nos unirá."

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